No mês de junho deste ano de 2009 estive presente no Congresso Internacional de Dificuldades de Aprendizagem e Ensino que ocorreu em Gramado no RS. O município de Alvorada pagou inscrição para todas as diretoras ou vice-diretoras das escolas como forma de incentivar as discussões sobre inclusões, exclusões e outras polêmicas dentro das salas de aula ajudando os professores a melhorar sua prática escolar bem como convívio com alunos que necessitem de alguma atenção e cuidados especiais. Encontrei muitas colegas de Alvorada que atuam na rede estadual e que só puderam participar graças ao auxílio de empresas privadas que custearam as despesas (como o Unibanco em seu projeto com cinco escolas estaduais de Ensino Médio).

O evento foi um dos melhores que já participei na área da educação. Coeso, cheio de propostas para a sala de aula, com ótimos palestrantes, assuntos pertinentes e muitas desmistificações.
Participei de algumas palestras e oficinas relacionadas à área neurológica devido aos meus estudos em Biologia e minhas dificuldades em compreender o que acontece com meu aluno que apresenta surdez. Conversei com o Doutor em Neurologia Rubens Wajnsztejn que ministrou palestra e participou da mesa de debates sobre:
- O Desenvolvimento Neurológico e a Aprendizagem na Infância e na Adolescência. Aspectos Neuromotores, Cognição e Estimulação.
- Qual o Diagnóstico e Intervenção Multiprofissional das Crianças com Dificuldades de Aprendizagem?
O que mais chamou minha atenção é em relação ao senso comum apresentado por muitos professores que rotulam e estereotipam os alunos caracterizando-os enquanto portadores de transtornos ou distúrbios que eles não têm. Tratou-se muito a questão das diferenças entre o aluno ter um déficit, transtorno, distúrbio ou dificuldade de aprendizagem.
Quero partilhar alguns materiais que recolhi no evento e que são excelentes par aalgumas análises nossas sobre inclusão e dificuldades de ensino ou ainda sobre alunos com necessidades educacionais especiais que segundo o texto estudado de Alves e Gotti cita:
Atendimento Educacional Especializado são serviços educacionais prestados pela
educação especial para atender às necessidades educacionais especiais de alunos. São exemplos de atividades educacionais especiais:
1- Língua Brasileira de Sinais – Libras, Tradução e interpretação de Libras, ensino
de Língua Portuguesa para surdos;
2- Sistema Braille; orientação e mobilidade, Soroban, escrita cursiva;
3- Estimulação/intervenção precoce (favorecer o desenvolvimento cognitivo, sensório-
motor, de linguagem e sócio-afetivo de crianças da faixa etária que vai do nascimento aos três anos de idade);
4- Interpretação de Libras digital, tadoma e outras alternativas de comunicação;
5- Literatura em formato digital e material didático que respeite os preceitos do
desenho universal;
6- Tecnologias Assistivas e Ajudas Técnicas;
7- Atividades cognitivas que desenvolvam as funções mentais superiores;
8- Enriquecimento e aprofundamento curricular
9- Atividades de vida autônoma e social.
alessandra_wajnsztejn-stress_infantil.zip
ana_ruth_estrategias_interdiciplinas.zip
constance_kamii-desenvolvimento_autonomia_infancia.pdf
edileide_castro-educacao_limite_afetividade.pdf
isabel_parolin_-_hiperatividade_insucesso.zip
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